Ajude o seu filho a gostar de matemática

03-02-2015
Ajude o seu filho a gostar de matemática

Se você não gosta de matemática, pode ser complicado pensar na disciplina como uma parte prazerosa do dia a dia escolar. Geralmente desempenhando o papel de vilã, a ciência acaba gerando medo nos pequenos. E, muitas vezes, ainda que inconscientemente, os pais têm, sim, um papel importante na criação desse preconceito.

 

Mas, se você se enxergou no perfil descrito acima, saiba que ainda dá tempo de virar o jogo. Como pai ou mãe, você é um personagem fundamental no processo de aprendizagem do seu filho. E existem dicas simples que podem fazer com que você ajude a desenvolver as habilidades matemáticas da criança, incentivando-a a entender e gostar da disciplina.

 

Para começo de conversa, é fundamental você se policiar para não influenciar de forma negativa os pequenos. Lembre-se de que eles se espelham em você e o enxergam como um modelo a ser seguido. Se você deixar transparecer seu medo de matemática, esse sentimento vai passar para eles.

 

Tenha em mente que a brincadeira é o principal caminho para os primeiros contatos com a matemática. Estimule seu filho a participar de jogos que desenvolvam o raciocínio lógico e que sejam adequados à idade dele. Um bom começo é a identificação de formas geométricas. Além de números, lembre-se de que a matemática envolve conceitos de espaço, forma, tempo e medida. Jogos antigos, como a amarelinha, por exemplo, ajudam, ainda, no desenvolvimento da consciência corporal, que está diretamente ligada ao raciocínio lógico matemático.

 

 

Tenha também como aliados os livros de história infantis. Procure opções que tragam questões envolvendo quantidade, medidas e espaço. Aos poucos, vá também desafiando os pequenos com problemas não convencionais, que façam com que eles precisem sair da zona de conforto em busca das soluções. Deixe o seu filho entender o problema por si mesmo e valorize não só a sua resposta, mas também o pensamento que levou a ela.

 

 

Para desenvolver o raciocínio geométrico, invista em dobraduras, origamis e quebra-cabeças. Procure conhecer o Tangram, quebra-cabeça chinês composto pelas formas geométricas mais básicas, que desafia as crianças a montarem formas e figuras incomuns e os ajuda a reconhecer movimentos de rotação.

 
Permita o uso da tecnologia, sempre de forma equilibrada e moderada. Ela também contribui para o raciocínio lógico, mas demanda cuidado e dedicação dos pais, que devem controlar o uso e o conteúdo que está sendo acessado e utilizado.

 

Por fim, inclua seu filho nas tarefas diárias de casa. A resolução de atividades rotineiras, como arrumar a mesa e organizar os brinquedos, faz com que sejam trabalhados conceitos como construção hierárquica, ou seja, a classificação conforme a importância. Trabalhe também as quantidades. Se, para você, é óbvio que, se seis pessoas irão almoçar, a mesa deve ter seis pratos, para ele essa conclusão demanda raciocínio.

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