Bienal do Livro reúne grandes nomes da literatura infantil

15-09-2014
Bienal do Livro

A presença de três escritores em uma das mesas especiais da Bienal do Livro encheu de saudosismo um público fiel de ex-pequenos leitores. A mesa “Primeiras leituras para todas as idades” reuniu Ziraldo, Eva Furnari e Pedro Bandeira e emocionou antigos fãs de suas obras.

 

Os autores, além de contar histórias sobre como começou a ligação deles com a literatura, questionaram o ensino da língua portuguesa no Brasil e, principalmente, a forma como se trata a leitura infantil nas instituições de ensino.

 

Pedro Bandeira – O autor de clássicos como A Droga da Obediência contou ser um leitor compulsivo desde criança. Na época, Ziraldo era um jovem escritor de quadrinhos e já encantava pequenos, como Bandeira. Ele questionou a obrigatoriedade como forma de incentivar a leitura infantil e a escolha de clássicos com histórias densas para determinadas idades.

 

Bandeira, que é o escritor de livros infantojuvenis que mais vendeu no país, comemorou o fato de que as crianças brasileiras estão lendo cada vez mais e comentou que não existe tema ruim para os pequenos, desde que se saiba abordá-lo do ponto de vista deles.

 

Ziraldo – O “pai” de O Menino Maluquinho falou sobre o processo de criação do seu personagem mais famoso e contou sobre sua nova obra, Um menino chamado Raddysson, “uma homenagem aos meninos de ‘nome complicado’ que vivem nas ruas”.

 

O autor falou sobre a importância de fazer parte do universo infantil, por conta da influência dos livros sobre os pequenos. E questionou o ensino da língua portuguesa nas escolas, sugerindo que os professores se preocupem mais com o sentido das palavras e menos com as regras gramaticais.

 

Eva Furnari – Para a autora, a escrita de livros para crianças é um tema muito delicado, já que acaba tocando o universo da educação infantil em vários pontos. “O que fazer com a raiva? Como lidar com os conflitos e com a autoridade? São questões morais e éticas que permeiam o mundo das crianças. Quando se trata da aprendizagem da alma humana, temos que tratar com delicadeza”, diz.

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