Brasil e Portugal discutem ações em ciência e educação

21-08-2014

Parceria na criação de centros de excelência e na área de nanotecnologia fez parte dos assuntos de reunião em Brasília

 

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, recebeu a visita do ministro da Educação e Ciência de Portugal, Nuno Crato. Na audiência, foram discutidas novas parcerias em ações voltadas à área de nanotecnologia, à formação de professores e pesquisadores e ao intercâmbio de estudantes.

 

Participaram da reunião o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Alvaro Prata, e representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e da Assessoria de Assuntos Internacionais do MCTI.

 

No encontro, realizado nessa quarta-feira (20), a partir da solicitação do ministro português, Campolina determinou ao secretário a avaliação sobre a indicação de dois representantes para compor o Comitê de Acompanhamento do Centro de Excelência para a Formação Avançada de Cientistas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A unidade foi aprovada, em 15 de abril, durante a 6ª Reunião de Ministros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, realizada em Maputo, Moçambique, e conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

 

O Ministério da Educação e Ciência de Portugal adiantou ao titular do MCTI que planeja criar polos de excelência em parceria com o Brasil. Uma das áreas de interesse é a matemática, diante da justificativa da abrangência da disciplina, tendo como uma das referências o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), organização social supervisionada pelo ministério. O ministro Campolina destacou o caso recente do brasileiro Artur Avila, pesquisador do instituto, que se tornou o primeiro brasileiro vencedor da Medalha Fields, considerada o “Nobel de Matemática”.

 

O ministro Crato também manifestou interesse pela participação do Brasil no Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), sediado em Braga. A organização intergovernamental foi criada para fomentar a investigação interdisciplinar em nanotecnologia e nanociência e oferece um ambiente de investigação em alta tecnologia. “Nós gostaríamos que o instituto fosse cada vez mais internacional e a ideia é que a participação brasileira possa ser maior”, afirmou.

 

Fonte: Portal Brasil

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