Programa de educação atende mais de 160 mil assentados

16-06-2015

O Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) atendeu 164.894 moradores de assentamentos. O número faz parte da Segunda Pesquisa Nacional de Educação na Reforma Agrária (12ª Pnera), que será lançada quarta-feira (17) e engloba o período que vai desde a criação do programa, em 1998, até 2011.
 
Na análise do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), responsável pelo programa, e de movimentos sociais, o Pronera trouxe avanços para a educação do campo apesar da grande demanda.
 
“Os estudantes do Pronera não estão interessados apenas no diploma, mas na abertura de mundo, no acesso às políticas públicas para os assentamentos. Com a educação, podem acessar linhas de crédito, assinar documentos, por exemplo”, diz  a coordenadora-geral de Educação no Campo e Cidadania do Incra, Raquel Buitrón Vuelta. “O Pronera contribui com a elevação das condições de vida, da qualidade de vida dos trabalhadores que vivem no campo”, completa.
 
A oferta do programa é definida em conjunto com as comunidades. Quando surgiu, segundo Raquel, uma das principais demandas era por alfabetização de jovens e adultos. Essa etapa atendeu a 47.867 estudantes.
 
Com o tempo, as demandas foram se sofisticando. Até 2011, 2.188 foram atendidos na graduação, 1.689 em magistério de nível médio, 3.090 no ensino técnico ou profissional.
 
Atualmente, segundo dados disponíveis no portal do Incra, são 968,9 mil famílias em assentamentos de reforma agrária. Em 2010, 16,42% dos moradores eram analfabetos. No mesmo ano, o dado nacional de analfabetismo entre a população com mais de 15 anos era 9,6%, de acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
“Os jovens precisam ter oportunidade, uma educação alinhada ao mundo deles. Ter oportunidade de se formar. As redes de ensino têm melhorado o atendimento, mas ainda são necessárias adequações. Se a educação não chega, aquele jovem de 15 anos, sem oportunidade no campo, vai para a cidade, onde também não encontra oportunidades. Acaba vivendo em um mundo perigoso, que é o da prostituição, drogas, violência”, diz o secretário de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), José Wilson de Sousa Gonçalves. Segundo ele, a maior parte dos jovens rurais quer permanecer no campo.
 
“O Pronera está sendo fundamental, porque tem formado vários professores para atuar nas comunidades. Além de formar profissionais em outras áreas como direito, medicina veterinária, ciências sociais, várias áreas que fortalecem o sujeito que atua de forma a desenvolver a comunidade”, diz uma das coordenadoras do MST e integrante da Comissão Pedagógica Nacional do Pronera, Antônia Vanderlúcia de Oliveira Simplício.
 
Fonte: Portal Brasil

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