Seu filho único convive com outras crianças?

13-01-2015
crianças comendo

Devido ao tempo que passam sozinhas, as crianças de hoje têm mais dificuldade de desenvolverem a habilidade de conviver em grupo e dividir afeto com outras crianças. Essas são características ainda mais acentuadas em filho único, que passa mais tempo com adultos e que se acostuma a ser o centro das atenções.

 

Estimular que seu filho único tenha contato com outras crianças, de variadas faixas etárias e em diversos lugares, favorece a construção de valores como cooperação, solidariedade e respeito ao próximo. Ao mesmo tempo, a criança passa a trabalhar a adequação da sua fala, esforçando-se para que as outras a entendam. Um exercício poderoso de comunicação.

 

Não é só a questão social que é impactada pelo convívio de um filho único com outras crianças. Estudos dão conta de que o convívio é responsável por gerar estímulos para o melhor funcionamento das respostas cerebrais, em especial até os 6 ou 7 anos de idade. A formação cognitiva e emocional da criança começará a ser desenvolvida nessa etapa e trará reflexos para o restante de sua vida.

 

É importante que o seu filho único lide tanto com crianças mais velhas como mais novas para que assuma papéis diferentes nas relações sociais. A criança mais nova exerce sua capacidade mais latente, a de imitar, para pular etapas no aprendizado. Ela vai reproduzir o que o mais velho faz e aperfeiçoar suas ações a partir daquele ponto. A criança mais velha, ao lidar com as menores, é desafiada a exercer um papel de responsabilidade, fundamental para desenvolver a empatia.

 

Não tenha medo de colocar seu filho único em companhia de outras crianças. É natural que as crianças em algum momento entrem em conflito, e isso deve ser encarado também como uma etapa muito importante do aprendizado, que envolve a capacidade de lidar com o diferente.

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